Café da manhã: a infância de cada dia.

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Café da manhã na Tia Helma, no interior do Paraná, onde pão de milho sem casca preta não é pão de milho.

Eu amo café da manhã. E de tanto convidar a Júlia para tomar café da manhã comigo, ela aprendeu a gostar também. Volta e meia ela me acorda e diz: mamãe, arrumei a mesa para o nosso café da manhã. Normalmente, ela não inclui o pai justamente porque ele nunca participa dessa refeição. É um momento meu e dela, quando colocamos em dia nossos primeiros papos do dia.

Domingo passado, ela conseguiu a façanha de levar o pai às 8h30 da manhã ao Le Vin para comprar croissants (normal e de amêndoas) e pães para o nosso café da manhã.


Quando acordei, a mesa estava prontinha me esperando. Foi uma felicidade geral.

Por isso eu digo: comida é afeto, é ritual. Coisas que crianças entendem muito bem por mais novinhas que sejam.

A foto acima foi tirada no interior, na casa de uma tia minha, ano passado. Mostrei para a Júlia como era o meu café da manhã na infância. Sempre com pães caseiros, geléias, manteigas, salames, queijos. Tudo orgânico. Mesmo sem os selos de orgânicos ou qualquer ideia do que fosse um alimento orgânico. Isso era apenas a coisa mais natural do mundo.

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