Um lugar chamado Champion.

Para Myrna Kagohara.

Um só cardápio na mesa: para o homem.

Alguns pratos traduzidos e com preço: para quem é ocidental.

Não tem lustres, nem chafariz, nem papel de parede com detalhes dourados como o Chi Fu.

Não tem a Dani para nos atender como no China Grill.

Mesmo assim, bem-vindos ao Champion. Um reduto chinês na Liberdade com um imenso salão repleto de mesas redondas para 8 pessoas ou mais e um vasto menu, sendo que mais da metade é incompreensível. Só dinheiro ou cheque sob consulta.

Vamos comer o que? Pedimos frango empanado com laranja. Legumes. Lula empanada. Siri no vapor. Costelinha de porco frita. Arroz. Nas sutilezas dos sabores e temperos dá para perceber que a comida não deve ser da mesma região dos donos do Chi Fu e do China Grill. Mas não tem como perguntar porque ninguém fala português, nem com muito esforço.

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Frango com molho de laranja.

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Siri no vapor sobre o molho de laranja do frango.

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Costelinha de porco.

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Lula empanada frita.

O meu favorito de longe foi o frango empanado com molho de laranja. Jamais provei frango com essa combinação de sabores. Delicioso. Já a Júlia preferiu os legumes, o siri e a lula. Apesar de trabalhoso, sempre vale a pena destrinchar o siri e machucar os dedos por ela.

No final, uma conta de R$ 205,00 para 5 adultos e 1 criança. Custo-benefício fantástico em São Paulo.

O Champion é um restaurante que pode tranquilamente entrar num site como o Not For Tourists. Apesar dos alimentos parecerem frescos, não é lugar para gente fresca ou paladares não iniciados na China.

Depois do almoço, saímos em direção aos mercadinhos da Liberdade, porque meu marido cismou em fazer uma sopa oriental que viu no Anthony Burdain e precisava comprar ingredientes. Mas isso já é outro post.

E a foto abaixo é apenas aperitivo 🙂

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